quinta-feira, 28 de maio de 2009

O que Vem Asseguir (Parte 2)

Tudo o que eu faço... Faço com amor e dedicação... Nunca ninguém me bateu, porque sabiam o que acontecia asseguir.

Segui em frente.
Espreitei por um canto e vi uma rapariga debruçada sobre o lavatório. O cabelo dela cheirava a amora, o champô da Minnie. Eu pus a mão no ombro dela "Ei estás bem?--" dizia isto enquanto a virava "AHH!" gritei e ofeguei, rebolei no chão uma quantas vezes, rastegei para o canto, mordi o dedo. Estava a tremer. Minnie estava morta. O cabelo estava preso na torneira, a água estava a correr, os olhos pareciam vazios, a boca estava aberta, como quem tivesse ficado sem ar. Morreu afogada "MINNIE!!" gritei um última vez, para ficar sem voz. O silêncio ocupava a casa de banho. Não se ouvia ninguém respirar, ouvia-se talvez a água a pingar e o coração a bater forte. Ouvi passos "Mas o que se passou--" a contína calou-se ao ver Minnie no lavatório "É mais grave do que eu pensava." Saiu a gritar "Professor? Professor?!" consegui ouvir a porta a abrir mas não ouvi o que diziam... Deviam estar a falar do cadáver... Vi dois professores a aproximarem-se e a preguntar pelo meu nome mas ficou tudo escuro, tinha desmaiado.
O caso do assassínio falava-se muito, não tinham descoberto quem podia ter sido. Seria a única imcomodada com o caso? Dia após dia, falavam do mesmo, chegavam até... a gozar com o caso... a inventar descrições para a Minnie, "como seria a cara dela?"
Enojava-me o assunto. Fui ao Concelho Directivo "Desculpem... lá fora todos falam do caso da rapariga morta..." eles fizeram um ar chocado "Podia ir para casa tentar esqueçer o assunto?" uma mulher ajeitou os óculos e preguntou "Então tu és a rapariga que perdeu a amiga, e ainda a viu morta?" eu acenei com a cabeça que sim "Lamento muito querida... Vais três dias para casa" eu fiz um sorriso forçado e saí.
A caminho de casa, sentia pés a baterem atrás de mim, ouvia vozes na minha cabeça, e sorrisos, gargalhadas... Tudo era da Minnie... "E AGORA?! O QUE QUERES? NÃO TE CHEGA DEIXARES-ME SOZINHA?!" gritei bem alto e sentei-me no chão "O que queres agora?..." suspirei e começei a chorar 'Sê feliz' ouvi na minha cabeça 'Aproveita a vida como se eu estivesse ao teu lado' uns risinhos 'Vá levanta-te' eu levantei a cabeça "O que és tu? És a Minnie?" perguntei enquanto limpava ao olhos 'Sou quem tu quiseres' a voz respondeu "Então Minnie... Diz-me uma coisa..." eu disse desviando o olhar 'Sim?' a vozinha disse com um risinho no fim "Quem te matou?" eu olhei séria.

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